Mostrando postagens com marcador Pais e Filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pais e Filhos. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de maio de 2012

Presentes ou Presença?


Não consigo compreender como alguém pode não gostar de ser pai. Deus poderia ter me dado muitos presentes; poderia me dar muito poder e posição social; poderia fazer de mim o homem mais rico do mundo. Mas nada disso se compararia ao grande presente que é a minha filha. Quando na vida que eu iria poder comprar com dinheiro, poder ou bens materiais o sorriso mais cativante, viciante, engraçado, emocionante e sincero que só ela me dá? E de graça!!! Você que é pai certamente já foi recepcionado depois de um longo dia de trabalho por uma avalanche de boas emoções em forma de gente pequena que, ao perceber que o herói da vida dela chegou corre pra dar aquele abraço gostoso, ou até mesmo chorando para lhe contar que está "dodói" ou que machucou o dedinho. Afinal, pra quem mais ela contaria? O beijo do pai e da mãe parece que tem um analgésico milagroso que Deus colocou e que alivia "dores tremendas". Se você não rejeitou o abraço de seus filhos nesses momentos especiais, creio que ainda hoje continua tendo esse tipo maravilhoso de recepção. Mas se você é daquele pai rígido, sério, soberano e ocupado demais para dar atenção a um pequeno "serzinho", certamente só tem lembrança desses momentos, e pode ser que eles nunca mais voltem a acontecer.

Uma frase de um anônimo diz que "muitos pais dão tudo a seus filhos, menos a si mesmos". Dar presentes é uma boa maneira de cativar as pessoas. Desde os tempos mais remotos as pessoas presenteiam com os mais diversos objetivos: Conquistar o coração de um homem ou mulher, obter favores futuros, cair na graça de alguém, parecer simpático, e, por incrível que pareça, tem muito pai dando presente para substituir sua presença. Você que faz isso, faça o seguinte: Depois que seu filho ou filha crescer pergunte a ele o que ele teria preferido: Dinheiro, vídeo-game, bonecas, brinquedos, roupas de marca... ou uma tarde no parque com você... ou uma noite de brincadeiras rolando no chão... ou a devolução daquele abraço gostoso ou do beijinho milagroso quando está "dodói" quando você chegava em casa no fim do dia... ou o esforço para se desligar um pouco das notícias, futebol ou trabalho para perguntar a ele "como foi seu dia filho ou filha?". Faça isso olhando nos olhos e sinta toda raiva, mágoa, ressentimento e frustração de um filho que teve tudo, menos a presença de um pai.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O VAZIO E A ESPERANÇA

(Foto veja.com)

O que pode preencher o vazio no coração de uma pessoa? O que pode substituir uma pessoa amada quando essa se vai? A resposta para essas perguntas não está na vingança, na justiça... Uma prova disso é a mais recente declaração feita pela mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, depois do julgamento dos acusados de assassinar a menina de apenas 5 anos de idade: “A justiça foi feita, mas o vazio ficou. Minha filha não vai voltar.” (Yahoo! Notícias).


Depois de ser transformado em “um espetáculo de Julgamento”(VEJA, 31/03/2010) pela mídia, no sentido mais literal da palavra, um dos maiores julgamentos já realizados no país terminou com a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Contudo, apesar do alívio de ver os algozes de sua filha condenados a 31 e 26 anos de prisão, respectivamente, o coração de Ana Carolina Oliveira continua vazio. Nada vai trazer a bela menina de volta. Ninguém poderá substituir o espaço de uma filha. Ninguém. Mas um dom divino poderá fazer isso: A esperança. Na verdade não apenas um dom, mas também uma pessoa: A esperança é Jesus.

Oro para que alguém tenha dito isso para a aquela mãe enlutada. Deus pode preencher o vazio que ficou em seu coração com Seu infinito amor e também com a certeza de que um dia fatalidades como essa jamais tornarão a acontecer. Além disso, existe a esperança da ressurreição na volta de Jesus. Neste dia especial “os justos vivos são transformados ‘num momento, num abrir e fechar de olhos’. À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar com seu Senhor nos ares. Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus.” O Grande Conflito, pág. 645. Ana Carolina Oliveira poderá ter a Isabella de volta quando o Deus de amor rasgar os céus com sua glória para acabar com este mundo de tristeza e levar seus amados para a vida eterna. Não apenas ela, mas qualquer pessoa que tenha um dia sido separado de um querido pela morte.

Além dessa mensagem de esperança, o caso “Isabella Nardoni” suscita outra verdade fundamental aos pais. Uma vez tive um pesadelo em que perdia minha filha. Acordei gelado e em pânico. No mesmo instante me veio à mente um texto da profetisa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White: “Ele não deixará de ouvir a sincera oração dos pais, para que os filhos sejam abençoados por Ele e se tornem fiéis. Quando os pais cumprem a sua parte em apontar aos filhos o caminho de Deus, podem estar seguros de que seus pedidos de ajuda em seu trabalho no lar serão atendidos.” Signs of the Times, 04/05/1888. A verdade aqui contida é a responsabilidade dos pais em apresentar seus filhos ao Senhor diariamente através do culto familiar e na oração particular. Orar pelos filhos não apenas permitirá que Deus ponha Seus poderosos anjos como santas sentinelas para protegê-los das mentes doentias de criminosos, como também nos proporcionará a ajuda segura do próprio Deus na educação para a eternidade de nossos pimpolhos amados.

Atualmente, acrescentei à rotina do culto familiar o hábito de chegar-me junto ao berço de minha princesa quando ela já está dormindo e orar por ela sempre antes de ir dormir. Ela com seu soninho tranquilo e profundo, e, eu de joelhos colocando-a em Braços fortes e seguros. Então, durmo tranqüilo sabendo que o meu Pai está cuidando do amor da minha vida. E você? Tem feito o culto familiar e apresentado seus filhos diante de Deus para Seus cuidados paternais? Tem abençoado seus filhos através da oração? Se não, esse é um bom momento para começar.

domingo, 14 de março de 2010

FILHOS - ACOMPANHANDO DE PERTO


Tenho uma filha de 9 meses. E desde que ela estava na barriga eu já tinha a preocupação com sua educação: O desafio de amar e ser firme; de fazê-la sorrir, mas não me submeter aos seus caprichos "mimadamente" exigidos. A escritora norte americana Elle G. White diz: "É durante os primeiros anos da vida da criança que sua mente é mais suscetível a impressões, sejam boas ou más. Durante esses anos, faz-se decidido progresso, quer na direção certa, quer na errada. De um lado, muita informação inútil pode ser adquirida; de outro, conhecimento muito sólido e valioso. A força do intelecto, o saber substancial são riquezas que o ouro de Ofir não pode comprar. Seu preço está acima do ouro ou da prata. (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 132).

Se é nos primeiros anos de vida que a mente de nossos pimpolhos está especialmente aberta ao aprendizado, pergunto: O que tem sido o alimento da mente de nossas crianças? Acompanhar os filhos de perto é nosso dever como pais. Porém, por comodidade, ou por falta de tempo mesmo, alguns pais têm permitido que os filhos passem tempo demais na TV ou INTERNET vendo o que não devem e sem supervisão. Visitando o site http://www.portalvital.com.br/ encontrei a afirmação da psiquiatra Nina Rosa que após a realização de uma pesquisa com alunos de uma escola de Porto Alegre, concluiu: "A maior parte das crianças passa mais de 6 horas em frente à televisão e ao computador." E completa, “O mais preocupante é que eles ficam sozinhos. Na maioria das vezes, não têm um adulto do lado”

Quanto ao tempo ideal para a criança usar estes instrumentos a especialista não opina. Diz ela que “o tempo vai de cada um, o importante é que haja um acompanhamento, alguém explicando se isso que passou na novela é bom ou ruim. Jogar videogame ou acessar a internet não faz mal. O mau é receber tanta informação sem um adulto para ser referência desse conteúdo.”

"A pesquisadora da PUC-RS sugere que o computador não fique no quarto da criança, mas na sala. Assim, os pais podem participar e interagir. 'De qualquer forma, não é bom que todo o tempo livre dos pequenos seja ocupado dentro de casa', aconselha a psicóloga infantil Maria de Lourdes Pereira Pinto. 'Se pensar nas coisas mais felizes que fez dos 8 aos 12 anos, você não vai se lembrar de momentos em que estava entre quatro paredes', diz."

Regras x Criatividade

"Mas o que fazer quando seu filho não aceita sair da internet ou não acatar os limites que você estabelece? Explicar a restrição repetidas vezes. Essa é a recomendação para que a imposição de regras não se torne barreira à criatividade. 'Não pode falar um ‘não’ gratuitamente. Isso tende a tornar a criança mais agressiva, porque não entende a bronca, ou, ainda, mais submissa', afirma Maria de Lourdes. Convidá-la para atividades externas e mostrar que ficar muito tempo em casa pode causar obesidade e problemas à saúde são algumas das sugestões dadas pela especialista."

"Embora as reações possam ser diferentes, o hábito de explicar deve ser usado inclusive com bebês, recomenda a psicóloga infantil. 'Mesmo que não entenda direito, o bebê percebe que existe uma razão para que não faça isso ou aquilo', esclarece Maria de Lourdes. 'Até cerca de três anos, a resistência a regras vem de forma aleatória. Não tem uma razão, é mais uma necessidade de se autoafirmar. A partir dessa idade, a criança aprende a refletir por que não quer ou não gosta de alguma coisa'."

"A professora Gabriela Vieira percebeu que dar explicações frequentemente funciona com sua filha de 1 ano e 9 meses. 'Se eu só digo 'não' ou tiro a mão dela de algum lugar, ela geralmente chora. Se eu explico, ela obedece com mais facilidade. Não sei se ela entende exatamente o que eu digo, mas entende que fez algo errado, que não deve ser feito de novo'. Ela destaca que olhar no olho é fundamental. 'As crianças são dispersas, e às vezes acho que fazem que não estão entendendo. Resolvo isso dizendo, antes de qualquer bronca: olha pra mamãe. E dou a explicação olhando para ela.'"

"O veterinário Carlos Olympio dos Santos conseguiu estabelecer regras para que seus três filhos não ficassem muito tempo vendo TV. Fez um trato: assistir à televisão só está liberado entre as 17h e o jantar, e apenas para quem já fez a lição de casa. Funcionou. 'Se, em um domingo, estou assistindo a um jogo de futebol à tarde, meu filho mais velho passa por mim e diz, brincando: ué, e o trato?'. Para conquistar a confiança das crianças, avalia Santos, é importante ser coerente e não ceder a manhas. 'Meus filhos já sabem que, quando digo não, é não. Posso mudar de opinião se eles me convencerem de que estou errado, mas não se eles começarem a chorar.'"

Atualmente, um programa infantil de televisão que seja realmente infantil ou um jogo de vídeo game que seja educativo são coisas raras, mas, apesar das dificuldades para encontrar passa tempo adequado e inteligente para nossos filhos vale a pena investir esforço e tempo com esses pequenos. O bom mesmo é aproveitar o tempo livre de seus filhos e o seu para fazerem atividades juntos como: rolar no chão, cantar, conversarem...etc. Acima de tudo, a melhor maneira de fazer com que as crianças recebam de alimento para a mente algo extraordinariamente saudável é ensinar-lhes sobre Deus. Cantando, lendo uma história da Bíblia, ou parte dela, e orando. "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." Provérbios 22:6